domingo, 27 de junho de 2010

Não há muito o que entender.

É. Acho que não há muito o que entender. E nós,
insistimos em tentar entender o que se passa na cabeça
do outro. Tentamos entender o porquê disso e o porquê daquilo.
Juro que não entendo, e a partir de agora não faço questão de entender.
Acreditava que cada momento da nossa vida é único e deveria ser guardado pra sempre, assim,
como as pessoas que viveram conosco tais momentos. Grande engano.
Tudo dura aquele minuto que deveria ter durado e nada mais. A partir do minunto vivido e acabado,
não existe mais nada. Niguém mais se importa com a saudade, ninguém mais se importa com o outro.
O passado foi bom e acabou... Nem me lembro.
Quem está lá, ficou... e eu nem me lembro.
Somos inventados pela sociedade e pelo capitalismo, pelo ego...
e esquecidos por nós mesmos.

sábado, 19 de junho de 2010

A Ficha Caiu.

Essa semana, este mês minha ficha caiu.
Precisou acontecer tantas coisas (a princípio ruins) para a ficha cair.
Agora me respondam: Como fazer a ficha cair mais rápido.
Neste mês tive a sensação de não ter vivido este ano, de ter deixado ele passar... e só.
Isso doeu, não reparei o quanto estava quieta no meu canto, o quanto as coisas que fiz foram em vão,e quanta coisa inútil ainda rodava meu pensamento.
Fiquei, estou chateada comigo. Mas a ficha caiu, tarde mais caiu.
Precisei saber o que não queria, ver o que não era necessário para que a ficha caísse.
Embora muitas coisas abriram meus olhos, ainda me sinto sem saber bem o que fazer e que caminho seguir.
Acho que isso de decidir não é comigo.
mas a gente tem que escolher sempre, sempre. Fato.
Deixei muito as coisas serem escolhidas pelo tempo e me decepcionei.
Agora sou eu. Ninguém mais.
Eu escolho.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A gente se acostuma e pronto.

Até um tempo, se pensa: Não consigo viver sem minha família, não consigo viver sem este relógio, não consigo dormir sem meu travesseiro, não consigo viver sem você...
Sempre se pensa assim em determinado momento de nossas vidas. Essa é a pessoa mais importante da minha vida. Este é o melhor trabalho, esta é a melhor amiga, este é o meu grande amor.
Aí vem o tempo, as tempestades, as mudanças, Aí...
O melhor amigo mudou, o trabalho é outro, a família está longe, o amor é outro porém, continua a se pensar... Agora,este é o melhor amigo, este é o verdadeiro amor, etc...
Aí vem o tempo novamente, e tudo muda novamente,na verdade, tudo sempre muda, e mal nos damos conta. Mal nos damos conta, porque a mudança não é imediata, pra que ela aconteça há sofrimento e esse sofrimento existe, porque somos presos, Nos acostumamos a ser presos...
Ás vezes penso: Não acredito mais no amor, na amizade, nas impossibilidades... mas quando penso assim, tudo fica tão vazio... tão sem vida... aí volto a acreditar, assim volto a sofrer.É a lei. Só se sofre por aquilo que foi realmente bom e verdadeiro em determinado momento.
Mudamos, sofremos, mas a cada mudança percebemos que vale a pena viver o novo, que o novo sempre nos surpreende, apesar de saber que não é para sempre, embora desejamos o contrário, vale a pena viver o novo!
Mas só sabemos que vale a pena, depois de sofrer com toda a maldita mudança...
Então... que o amor seja único enquanto durar, que o amigo seja eterno enquanto durar, que a família esteja sempre ali, enquanto durar, e o trabalho seja o melhor enquanto durar...
Porque nada, nada, absolutamente nada é para sempre... e como se diz esta frase (particularmente a minha preferida):
Tudo que é bom dura o tempo suficiente para se tornar inesquecível...
Sofremos porque aquilo foi bom,no entanto,o bom nem sempre significa para sempre. Haverá sim, outros melhores ou não... Haverá em nossas vidas outras coisas insubstituíveis que substituirão as insubstituíveis de hoje.
Enquanto elas não aparecem sofremos em lembrar que as coisas que eram insubstituíveis acabaram, ficaram no passado... muitas vezes ficamos presas também a este passado... e as vezes perdemos o que seria tão maravilhoso de se insubstituir.
A gente se acostuma, embora pareça impossível a gente se acostuma à distância, a falta, a saudade, a dor... a gente sempre se acostuma.
Roberta Chaves