domingo, 26 de setembro de 2010

Laboratório novo, antes da estréia da peça "Feliz Ano novo".

Pessoal,
Postei fotos aqui pra todo mundo ver um pouquinho do trabalho "teatro dos sentidos" antes da nossa estréia - no dia 07 ao dia 10 de Outubro às 19h30 No teatro arena Caixa Cultural...

A primeira foto somos eu e o Ioha, virei "anjo" dele durante o laboratório, na segunda, foi nossa chegada no mar, rimos muito... nos molhamos muito... foi bem divertido. A terceira, nossa diretora Paula Wenke estava nos orientando durante a caminhada, e a última, eu e Ioha estávamos atravessando a rua, bem quando o sinal abriu, ai, ai, ai... foi tenso!!! Estou gostando muito deste trabalho, tanta coisa nova estou aprendendo não só como atriz mas como pessoa, quero muito dividir com todos vocês, assim, espero todos no nosso espetáculo!!! beijossss




sábado, 25 de setembro de 2010

Tão perto e imperceptível...


Ás vezes eu me sinto tão burra... As coisas estão ali, tão simples, tão perto... e nem percebemos, nem nos damos conta.
Lendo @tijucana e trabalhando com Paula Wenke, tenho observado o quão, “fácil” pode ser interpretar e criar, do que realmente parece ser, digo isto, porque tudo que nós artistas devemos fazer e como devemos criar está aqui ao nosso lado, na nossa frente...
Tudo é tão óbvio, tão ali; a maioria das grandes criações, se não, todas, são biográficas, são vivencias que damos importância, que observamos com tato apurado. Tudo isso, se transforma em arte. E eu, como artista, pouco me dou conta. Reclamo muito, as dores vividas, as frustrações, ao invés de utilizá-las na minha criação, agradecer por ter a oportunidade de vivê-las, pois só assim, meus personagens também poderão vivencia-las...
Parece óbvio o que digo, mas me sinto tão burra por não perceber este óbvio...
Então que venha muitas dores, muitas alegrias, muitas vivencias... e “muitos óbvios”...
Para eu criar... criar... e criar... e enriquecer cada vez mais minha veia artística!!!

domingo, 19 de setembro de 2010

Minha voz, meu trabalho, meu tudo...

Ás vezes dá medo da importância que a voz tem, não só para o trabalho como ator, mas no geral, no cotidiano.
Nós atores procuramos estudar e intensificar nossos cuidados com o nosso maior instrumento de trabalho, até porque sem a voz não há interpretação...
Mas muitas outras profissões que necessitam da voz tanto quanto a  nossa, por exemplo os professores, não tomam o cuidado de preservar seu instrumento de trabalho. Posso muito bem, falar disso, pois trabalho neste meio e convivo com diversas pessoas assim...
É demasiadamente importante cuidar da voz, somos tão preocupados em cuidar das formas do nosso corpo, e esquecemos completamente da nossa voz.
Existem tantos aquecimentos simples, que todo ser humano deveria fazer ao acordar, tantas atitudes saudáveis, que poderiam “salvar” nossa voz e ajudar a preservar a saúde de nossa “garganta”.
Então galera, não só atores, professores, mas todos em geral vamos olhar um pouquinho para nossa voz...
Vamos dar valor a ela, aquecendo com exercícios simples, evitando gelado, evitando gritar.... coisas simples que podem ajudar e muito.
Está dado o recado!!!!

sábado, 11 de setembro de 2010

Interpretar me salvou.


Queria muito dividir isto com  vocês.
A gente passa por tanta coisa na vida, somos presos por tantas coisas, damos importância a tanta bobeira,  enfim... e graças a Deus, O teatro me salvou. Interpretar me salvou disso tudo.
Houve um tempo, em que era difícil não se importar com as unhas, as roupas, a fala, o modo de se comportar, se vestir... Não que eu não me importe com tudo isso, claro que me importo, mas me importo por mim, e não pelos outros. E isso me deixa livre para escolher, viver.
Temos que nos importar com nossa aparência, nosso intelecto, nosso “eu” sim, mas temos que nos importar por nós, não por ninguém.
Teatrando, aprendemos, ou pelo menos tentamos, nos conhecer mais, até porquê, para viver de verdade uma outra pessoa, temos que nos conhecer demasiadamente bem e procurar conhecer “os outros” também.
Daí quando passamos a nos conhecer melhor e conhecer o outro também, percebemos que todo  mundo é a mesma coisa, e que o que realmente importa é a essência e não a embalagem, sei que tudo isso é repetitivo, mas queria dividir aqui, que tudo isso, aconteceu a mim, graças ao meu encontro com a interpretação, com meu "eu", com meu corpo, minha mente.
Independentemente do caminho que minha profissão vai tomar, aprender a interpretar me fez ser outra pessoa, me fez crescer como ser humano. E, só por isso, já valeu a pena.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Enxergando com outros olhos...


Pois é pessoal em Outubro vou estrear uma nova peça chamada "Feliz Ano Novo"  .
Essa peça é um pouco especial, porque é uma peça feita para deficientes visuais, essa técnica se chama “Teatro dos Sentidos”.
O espetáculo é de autoria e direção de Paula Wenke (http://www.paulawenke.com.br/paula-wenke/pt/home/)
Além de ser algo inovador e diferente, é algo estimulante para qualquer ser humano, pois passamos a conhecer um pouco do que os cegos vivem.
Todos podem assistir a peça, mas os olhos serão fechados, com vendas. O espetáculo é para ser “Sentido”.
Como Atriz/Provocadora da peça fiz laboratório em Copacabana, andamos três quarteirões até a praia de olhos totalmente vendados, usando apenas uma “bengala”, passando por todos os percalços. Andamos em bares, atravessamos ruas, pisamos em buracos, tropeçamos, brincamos, choramos, sentimos a areia, ouvimos os carros, sentimos o mar, ouvimos o mar.
O que mais me marcou em tudo isso foi o som do Mar... eu nunca havia escutado o som do mar... e neste laboratório eu escutei... e isso me marcou. Este som, me marcou. Depois ao tirar a venda, vi Copacabana belíssima, e agradeci a Deus por enxergar, e pedi perdão por blasfemar tanto.