domingo, 20 de fevereiro de 2011

Não adianta... você está na boca do povo, por bem ou por mal.

Se pintar um negócio na China
Corre e vê se eu estou lá na esquina
E se estiver vê se me deixa em paz
Eu quero mais é ficar bem longe desse tititi


Engraçado... como o povo fala, como o humano falo, como a gente fala.
Se você é legal e gente boa... falam de você. Falam porque você é legal e gente boa...
Se você é mal humorado, chato, mentiroso ou quaisquer outras mil coisas ruins... falam de você. Falam porque você é mal humorado, chato, mentiroso ou quaisquer outras mil coisas ruins...
Sinceramente eu acho um saco tudo isso. Tem milhões de pessoas que acham um saco, mas não fazem nada... continuam a falar dos outros.
Se você fica quieto, você é xarope, é falso. Se você dá sua opinião você é metido, encrenqueiro.
Cansa, sabia.
Cansa, porque é um bolo de neve... as pessoas além de colocar palavras em sua boca, fazem confusão com seu nome e a culpa é sua.
Toda vez que me pego criticando uma amigo ou qualquer ser (sendo desprezível ou não) eu me culpo horrores, me culpo porque ninguém sabe o porquê de cada um, ninguém sabe os motivos de cada um... A gente só sabe criticar. Só. E todo mundo faz isso. Só que existem pessoas piores, que se fazem de sonsa e metem a boca no trombone. Falam de você e de todos.
Não adianta! Por mais que você queira ficar isento de qualquer situação, sempre falarão de você... falarão se você der sua opinião, falarão se você ficar calado... o importante é que falarão.
Fazer o que? Chorar? Juro, dá vontade às vezes, mas como todos nós somos seres-humanos o jeito é levantar a cabeça e acreditar em quem realmente vale a pena, sofrer pela opinião de quem se importa com você, escutar quem realmente quer seu bem... os outros, bom, é necessário escutar a opinião deles, mas é mais do que necessário filtrá-las. Pode ter certeza: Tem muita gente querendo sua vitória. E muito mais rezando pela sua queda. Depende de você em quem acreditar.





sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Cisne Negro é uma entrega que vale a pena ser feita.

Acabei de assistir "Cisne negro" e confesso que ainda estou ansiosa, afoita, tensa, feliz e leve. Estranho ter esta mistura de sensações ao assistir o filme... estranho para uma pessoa normal, mas não pra quem doa corpo e mente para o trabalho, não para quem deixa de ser a si mesmo para criar e viver o outro...
Todo artista deveria assistir esse filme. A dança pouco me comove, embora eu goste muito de balé. A direção é  fantástica, tensa e amedronta em todo o filme, Natalie Portman é um SHOW esplêndido de interpretação, todo o elenco é denso e talentoso. A história é fantástica, densa e verdadeira. Tudo o que "Nina" (personagem de Natalie Portman) vive é tão intenso, forte, assustador e lindo.. que não consigo expressar em palavras as minhas sensações mediante ao filme... Enxerguei -me por completo, óbvio que não com toda aquela intensidade ao ponto de morrer... mas confesso que não seria nada ruim morrer fazendo aquilo que se ama.
Como atriz, sei o quanto é intenso e doloroso viver certos personagens. Depois de assistir ao filme em questão, minha mente se abriu em relação aos meus sentimentos pelo meu último trabalho artístico. Vivi tão intensamente, ao ponto de antes de ter o papel que queria, eu já sabia que ele seria meu (não sei porque mas eu sabia), lutei por ele, estudando, me esforçando, sendo muito técnica e disciplinada (como sempre fui em tudo o que fazia), mas a minha diretora cobrava a emoção, a emoção VERDADEIRA, que eu não encontrava porque não a sentia... no entanto, tal emoção foi encontrada, em meio ao espetáculo nos braços de um poeta que me fez estar ainda mais dentro da peça, dentro do personagem, tudo era tão intenso; a peça, o relacionamento, a amizade dentro do elenco. Passei a viver aquilo, a sofrer aquilo e a só querer aquilo. Quando o relacionamento com esse poeta acabou a dor foi tão imensa, densa que demorei a me recuperar, mas percebi que esse término (por coincidência no último dia do espetáculo) foi doloroso porque ali se quebrava algo do meu personagem, ali eu deixava de ser um pouco daquele espetáculo.
O grande perigo (e barato) de nós, artistas (atores, bailarinos entre outros) é viver intensamente emoções que não são nossas, entrar a fundo no corpo de quem não nos pertence... isso mexe com tudo em nós, e nos modifica, sempre. O certo seria (se conseguíssemos) sair do teatro e deixar o personagem lá... mas não é bem assim que as coisas funcionam, sabemos que quando vivemos o personagem na íntegra, fazendo totalmente parte de nós, ele dorme conosco, ele vive em nós... e isso se torna doentio, mas essencial e magnífico para a obra de arte.
Emocionei-me muito com o filme, e confesso que a cada dia vale mais a pena, abrir mão de tudo que abri pra viver a arte, para acreditar naquilo que poucos acreditam. Vale a pena se doar por inteiro a tudo que se faz, sugando a si mesmo, quem sabe até a morte. Se for perfeito (como Nina diz no próprio filme) vale a pena cada segundo, vale a pena a entrega total.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Amizade que vale a pena conferir.

Sex and the City saiu faz tempos dos cinemas, mas eu e minha amiga de infância, decidimos assisti-lo juntas, então só tivemos condições de assisti-lo por agora, pois cada uma mora em um ponto do país...
E eu não podia deixar de falar deste filme... Não é nenhuma obra prima Hollywoodiana, há muita valorização do supérfulo (grana, sexo entre outras), mas tenho que apontar as qualidades; esse filme me encanta não só pelo elenco afinado, mas pela história. Acho memorável a história de quatro amigas, que passam por situações rotineiras (problemas familiares, amorosos, de saúde, trabalho, entre outros) no entanto mantém -se firmes, formam uma deslumbrante e indestrutível amizade. Aceitam e dividem problemas e defeitos; brigam, se divertem... tudo sempre unidas. Sinceramente, em um mundo tão fútil e supérfulo (o mundo real e o do filme), encontrar amizades assim é muito raro. O filme além de abordar essa amizade tão divertida e intensa, faz sátira a diversos problemas do cotidiano, fazendo com que nós ( homens e mulheres) possamos nos ver em vários deles.
Comédia leve, divertida e totalmente "fora da realidade", que vale, vale muito a pena assistir... com os amigos!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

"Essa crença me põe de pé"

"Tão forte quanto o tempo
 Intenso como o mar
 Leve como a brisa
 Em minha alma
 corre a todo momento
 a arte de interpretar

Consigo A felicidade
quando na arte me realizo
com toda  intensidade

Vivo o inóspito, o cru
o doce, o suave, o ódio, a dor
deixo corpo e alma nu,
me entregando em todo
à arte, meu grande amor


Essa crença me põe de pé
É na arte que se encontra
toda a minha fé"